terça-feira, 19 de junho de 2012

Carta ao Secretariado Nacional da FENPROF







25 mil despedimentos de professores em Portugal!
100 mil em Espanha!



Publicamos a carta entregue a Mário Nogueira, na continuação da batalha política para a realização de um Encontro Nacional, bem como o relato do encontro com este dirigente da FENPROF 
Carta ao Secretariado Nacional da FENPROF 


Caros colegas,


Fazendo nossas as vossas palavras:


 “Não! Não esperes, não deixes que o problema entre em tua casa… Vamos à luta!”


Um grupo de docentes lançou um apelo para um Encontro Nacional, com caráter de urgência, que pudesse reunir na mesma sala todos quantos estão empenhados em impedir a bateria de medidas de desmantelamento da Escola Pública, decorrentes do Memorando da “Troika”. 


São medidas que a FENPROF não se tem cansado de denunciar – da reforma curricular aos Mega agrupamentos – cujas consequências levarão ao despedimento de dezenas de milhar de professores, primeiro os contratados, a que depois se seguirão os com “horário zero”. 


Medidas que o ME acaba de decretar agora em detalhe, ao ponto de afirmar que os recursos concedidos a cada escola estarão dependentes dos resultados dos seus alunos! Algo em que muitos ainda não querem acreditar, pois se assim for, esta última medida levará forçosamente à discriminação negativa das crianças e dos adolescentes que revelarem dificuldades de aprendizagem, nas disciplinas que o ME adotou como sendo “nobres”!


 Todas estas medidas do ME constituem uma subversão completa da Escola democrática para todos, consignada na Constituição e formalizada na Lei de Bases do Sistema Educativo!




Os professores compreendem que a situação é gravíssima! Perguntam: “Quando se vai agir e como?”. Por isso, perto de 2 mil assinaram, com extrema rapidez, o apelo para um Encontro Nacional – uma iniciativa que também já tinha sido formulada por dirigentes da Associação Nacional dos Professores de EVT (APEVT). 


Sendo da área de Lisboa e ligados ao SPGL o grupo de docentes que lançou este apelo, dirigimo-nos naturalmente – em primeira mão – à Direção do nosso sindicato. Esta considerou a proposta pertinente, mas dependente da decisão do Secretariado da FENPROF.


Por isso, caros colegas do Secretariado da FENPROF, dirigimo-nos particularmente a vocês:


«Assumam a convocatória deste Encontro. Afirmem publicamente que recusam dar-se por vencidos, que não são “favas contadas” as medidas apresentadas pelo Governo como inelutáveis.


Inelutável vai ser a nossa luta, em unidade com as associações de pais e de estudantes, de diretores das escolas, de deputados, de autarcas, para travar tão duro golpe nos professores e nos alunos. 
Procurem associar todos quantos já defenderam a Escola Pública, ou afirmem estar dispostos a fazê-lo, para que nos juntemos.»


Pela nossa parte, colocamo-nos à vossa disposição para ajudar a construir o Encontro Nacional com caráter de urgência, para a Suspensão da Reforma Curricular, e restantes medidas subversivas da Lei de Bases do Sistema Educativo, para a retirada do plano de despedimento de 25 mil docentes.


Oeiras, 13 de Junho de 2012


Saudações fraternas 


Os sócios do SPGL: Carmelinda Pereira, Conceição Rolo, Maria Adélia Gomes e Joaquim Pagarete (aposentados); Fernanda Magda Silva (EB2,3 Francisco Arruda); Isabel Pires (Direcção Regional de Lisboa do SPGL); Ana Rita Lourenço (EB1 Sylvia Phylips - Carnaxide); Maria da Luz Oliveira e Maria Helena Silveiro (Agrup. Escolar Conde de Oeiras); Isabel Guerreiro (membro da Direcção da Zona Oeiras/Cascais do SPGL).
Carlos Gomes (EB2,3 Francisco Arruda – membro da Direcção da APEVT)


Relato do encontro com Mário Nogueira


Com base na informação de que a decisão de uma iniciativa por parte do SPGL, no sentido de reunir à mesma mesa – num Encontro nacional professores – representantes das associações profissionais, diretores de escola, associações de pais, deputados, autarcas, para organizar a resposta nacional que enfrente a ofensiva do governo e da “Troika” contra a Escola Pública, para impedir o despedimento de milhares de docentes- dependia da FENPROF, uma delegação de professores do SPGL esperou por Mário Nogueira, à saída da reunião do Secretariado Nacional da FENPROF de 14 de Junho, para lhe transmitir directamente esta proposta.


Mário Nogueira respondeu-nos que essa procura de construção da unidade já tinha sido feita e continuava a ser feita pelos sindicatos da FENPROF, mas o seu resultado não era o esperado. Que não tinha sido possível, até esta data, realizar acordos com os dirigentes da FNE ou do SINDEP, por mais simples que estes fossem, contra as políticas do Ministério da Educação e Ciência, porque estes dirigentes tinham o compromisso, com a Direção da UGT, de não agirem publicamente contra o Governo.


Da parte da Comissão de Educação do PS não havia sequer a resposta para o agendamento de uma reunião com a FENPROF, a fim de confrontar os seus membros com a gravidade das medidas do Governo. Havia reuniões com as comissões de Educação de todos os grupos parlamentares, menos com a do PS.


Inclusive tinha sido proposto ao deputado do PS, Pedro Marques – que se demitiu da Direção do seu Grupo Parlamentar – que tomasse uma atitude pública sobre a ofensiva contra a Educação, e este respondeu que os deputados do PS estavam impedidos de o fazer.


Foram convidadas as Associações de Estudantes para reunir com a FENPROF e só tinha aparecido uma.


Tudo estava assim dependente da mobilização dos professores, e estes aderiam em número ultra reduzido – quando muito às centenas – quando tinham feito mobilizações aos milhares em cada zona, como todos nos lembramos.
Perante estas respostas, nós somos levados a perguntar: Será assim impossível juntar, numa reunião pública, responsáveis e personalidades politicas que têm obrigação de intervir, começando por denunciar a gravidade do ataque à Escola Pública?


Falámos a Mário Nogueira do Encontro, do Encontro realizado recentemente em Coimbra, com Diretores de Escola e perguntámos: Como associar estes professores, charneira do sistema de ensino, na construção de um movimento de unidade a nível nacional?


Mário Nogueira informou que a FENPROF está a procurar fazer um manifesto com base em depoimentos de personalidades ligadas, de algum modo, à Escola Pública.
Mas será que é mesmo impossível começar a construir o círculo de forças sociais e políticas que digam “Não” ao despedimento de 25 mil professores, à extinção de disciplinas, aos mega-agrupamentos?


Não seria assertivo que a FENPROF fizesse os convites publicamente, e informasse sobre as respostas de uns e de outros?


Que pedisse aos professores e militantes socialistas, informados sobre as respostas negativas ou os silêncios dos dirigentes do seu partido, para ajudarem a impor uma mudança de atitude da Direção do PS?


António José Seguro, Secretário-geral do PS, disse que estava disposto a encabeçar uma manifestação para defender a Escola Púbica e o Serviço Nacional de Saúde. Então, por que não perguntar o que pensa fazer perante esse ataque e estes despedimentos de professores?


Por que não perguntar, também, a Jorge Sampaio – que, no tempo em que era Presidente da República vetou uma lei de subversão da Lei de Bases do Sistema Educativo, aprovada pela maioria de Durão Barroso na Assembleia da República – qual a sua posição face a uma bateria de medidas que põem do avesso esta mesma lei e os princípios consignados na Constituição?


Entretanto, no dia seguinte, Mário Nogueira anunciou o plano de mobilização nacional proposto pela FENPROF, declarando:
 “Uma força oculta que são os senhores da Troika, por detrás de um Governo às claras, está a aplicar as medidas que levam ao despedimento de 20% dos docentes atualmente nas escolas.
Nunca se esteve à beira de uma situação tão grave para apagar a matriz democrática da Escola Portuguesa!


A FENPROF disponibiliza-se para convergir, com todas as forças preocupadas com a Escola Pública, para um grande movimento nacional para defender a Escola Pública, tal como ela está consignada na Constituição e definida na Lei de Bases do Sistema Educativo, para travar para já o processo de despedimento de milhares de quadros altamente qualificados que irão ser postos fora das suas escolas e muitos deles despachados para o estrangeiro.”

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O caminho faz-se caminhando



O caminho faz-se caminhando…

Todos sabemos que não são favas contadas impedir o despedimento de 25 mil docentes, medida que constituiria um golpe profundo no Sistema Nacional de Ensino.


Mas sabemos também duas coisas:

1-    O governo de Passos Coelho encontra-se cada vez mais fragilizado, como todos os outros governos da União Europeia, confrontados com uma resistência em crescendo dos trabalhadores e das populações – e nós, população trabalhadora portuguesa, fazemos parte desse processo.

2-    Fazer recuar o Governo depende da unidade que se conseguir construir. E esse objectivo em que nos empenhámos começou a dar passos significativos, traduzidos na acção das direcções do SPGL e da FENPROF para procurarem construir uma resposta comum, resposta que tem o acordo expresso na assinatura de quase 2000 professores no Apelo à realização de um Encontro nacional para impedir o despedimento de 25 mil docentes.

Não nos resignamos, não deixaremos cair os braços. É preciso defender o posto de trabalho de gente que se dedicou – e dedica – de alma e coração ao Ensino; é a essência de uma profissão que dá o rosto ao futuro que merece este combate, tal como o merecem os nossos alunos.




São estes Senhores que sabem o que o que é Educação de Qualidade? Gente que está comprometida com a alta finança?

Eles não sabem. Mas nós sabemos.

E vamos-lhes dizer o que é!!!


Assina e partilha.

Estamos Mobilizados




terça-feira, 22 de maio de 2012

Petição Encontro para impedir o despedimento de 25 mil docentes





Já temos bastantes assinaturas, vamos conseguir. 
Divulguem!!!

Está na altura de nos unimos outra vez e irmos para a rua gritar pela nossa dignidade. 

O Governo de Passos Coelho está a destruir a Educação e atacar os Educadores e Professores de uma forma nunca vista.



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas






Assinem e divulguem.....



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Por um Encontro Nacional, com caráter de urgência



Por um Encontro Nacional, com caráter de urgência

Suspensão da Revisão Curricular

Retirada do plano de despedimento de 25 mil docentes

Retirada deste golpe contra a Escola Pública


Querem convencer-nos de que se trata de uma medida inevitável: despedir 25 mil professores e educadores, dar um profundo golpe na Escola Pública! 

Em nome do “inevitável”, preparam em cada escola um clima de divisão e mal-estar, remetendo para os professores ou os diretores das escolas a decisão sobre quais as disciplinas, quais os horários sacrificados e quais os professores a ir para a rua – primeiro os contratados com muitos ou poucos anos de serviço,… depois os restantes!
Não aceitemos esta estratégia de guerra do governo da “Troika”! 
Um por todos, todos por um!

A FENPROF diz: “NÃO! Não esperes que o problema entre em tua casa… Vamos à luta!”

Então, como agir para impedir que este problema caia em cima de 25 mil docentes, já a partir do próximo mês de setembro?
Só há um caminho: unir todos os sectores; reuni-los, para afirmar uma só frente, a frente que exige a retirada da Revisão curricular, contra a qual estão a maioria dos sindicatos e associações de pais – e que teve o Parecer negativo do Conselho Nacional da Educação.
Em cada Encontro setorial esta aspiração tem sido vivamente afirmada e apoiada pelas forças políticas e sindicais presentes! Foi assim no Encontro de Educação Tecnológica (ET), realizado em Lisboa no passado dia 12 de Maio. Um Encontro em que os professores de ET ali reunidos, às centenas, contaram com a presença solidária de duas deputadas do PS e do PCP, e dos dirigentes da FENPROF, da FNE e do SINDEP.
Então, por que esperar para convocar um Encontro Nacional, com caráter de urgência, com a representação de todas estas forças, para travar de imediato este ataque e impedir o consumar deste processo de despedimentos?

Com a profunda aspiração à realização de uma frente de unidade com todos quantos têm um compromisso ético e/ou de cidadania, com a defesa da Escola Pública de qualidade, nós declaramos o nosso apoio a todas as iniciativas que forem no sentido da realização desse Encontro, com todos os setores envolvidos.
Pedimos aos responsáveis de todos os sindicatos para ajudarem a construir esta unidade.
Dirigimos-nos a todas as outras forças sociais e políticas – dos deputados, às associações de pais, aos autarcas,…: «Façamos o que estiver ao nosso alcance para impedir a concretização do plano de desmantelamento da Escola Pública. Ajudemos a travar o despedimento de mais 25 mil docentes!»



Oeiras, 17 de Maio de 2012



Os primeiros signatários: Maria Isabel Pires (candidata pela Lista A à Direcção Regional de Lisboa do SPGL); Carmelinda Pereira (candidata pela Lista A ao Conselho Geral do SPGL); Adélia Gomes (aposentada do SPGL); Ana Tavares da Silva (Membro da Coordenadora dos professores contratados do SPGL); Fernanda Magda Silva (Agrupamento Francisco Arruda / SPGL); Maria da Conceição Rolo (aposentada do SPGL); Maria da Luz Oliveira (Agrupamento Conde de Oeiras / SPGL) 





Contactos:

carmelinda.pereira@sapo.pt(TM:966368165); ibrancopires@gmail.com (TM: 919845515)


Retirada do plano de despedimento de 25 mil docentes


Por um Encontro Nacional, com caráter de urgência

Suspensão da Revisão Curricular

Retirada do plano de despedimento de 25 mil docentes

Retirada deste golpe contra a Escola Pública